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8 de dez. de 2010

"Se a luz de repente falha e o ar começa a faltar, lembre que os seus pés sabem a saída, assim como souberam por onde entrar. É com os passos marcando o ritmo que a sua cabeça pode voar mais alto. São os pés firmes no chão que começam todo o salto. Por isso deixe que critiquem, que analisem, que falem, tudo o que você precisa fazer é… Keep walking."

((Propaganda Johnnie Walker))

13 de set. de 2010

“Nunca tive medo de me mostrar. Você pode ficar escondido em casa, protegido pelas paredes. Mas você tá vivo, e essa vida é pra se mostrar. Esse é o meu espetáculo. Só quem se mostra se encontra. Por mais que se perca no caminho.” 
((CaZuZa))

22 de ago. de 2010

Eu gosto de viver. Já me senti ferozmente, desesperadamente, agudamente infeliz, dilacerada pelo sofrimento, mas através de tudo ainda sei, com absoluta certeza, que estar viva é sensacional" 
((Agatha Christie))

4 de ago. de 2010

Depois da invenção do photoshop, até a mais insignificante das criaturas vira uma deusa, basta uns retoquezinhos, aqui e ali. Nunca vi tanta mulher nua. Os sites da internet renovam semanalmente seu estoque de gatas vertiginosas. O que não falta é candidata para tirar a roupa. Dá uma grana boa. E o namorado apóia, o pai fica orgulhoso, a mãe acha um acontecimento, as amigas invejam então pudor pra quê? Não sei se os homens estão radiantes com esta multiplicação de peitos e bundas. Infelizes não devem estar, mas duvido que algo que se tornou tão banal ainda enfeitice os que têm mais de 14 anos.

Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade... emocionalmente. Nudez pode ter um significado diferente e muito mais intenso. É assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história. É erótico ver uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente. Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos.Aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas,e não bonecas de porcelana. Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em quem sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais.

Pouco tempo atrás, posar nua ainda era uma excentricidade das artistas, lembro que se esperava com ansiedade a revista que traria um ensaio de Dina Sfat,por exemplo - pra citar uma mulher que sempre teve mais o que mostrar além do próprio corpo. Mas agora não há mais charme nem suspense, estamos na era das mulheres coisificadas, que posam nuas porque consideram um degrau na carreira. Até é. Na maioria das vezes, rumo à decadência. Escadas servem para descer também. Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal, mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expor nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior.

Mas é o que devemos continuar fazendo. Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos o que trazemos por dentro. Não conheço strip-tease mais sedutor.

((Martha Medeiros))


27 de jul. de 2010

" Apesar de todos os medos, escolho a ousadia. Apesar dos ferros, construo a dura realidade. Prefiro a loucura à realidade, e um par de asas tortas aos limites da comprovação e da segurança. Eu sou assim, pelo menos assim quero me imaginar: a que explode o ponto e arqueia a linha, e traça o contorno que ela mesma há de romper. Desculpem, mas preciso lhes dizer: Eu quero o delírio. "

((Lya Luft))

20 de jul. de 2010

Aos Meus Amigos... Loucos & Santos

Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior
em mim.
Para
isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças
e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Pena, não tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;
e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

((Marcos Lara Resende))

19 de jul. de 2010

“Quero te dizer que nós as criaturas humanas, vivemos muito (ou deixamos de viver) em função das imaginações geradas pelo nosso medo. Imaginamos conseqüências, censuras, sofrimentos que talvez não venham nunca e assim fugimos ao que é mais vital, mais profundo, mais vivo. A verdade, meu querido, é que a vida, o mundo dobra-se sempre às nossas decisões."

((Lygia Fagundes Telles))


16 de jul. de 2010

Outro dia, eu tava num elevador, só eu e uma velhinha. Comecei a olhar para a senhora, seu vestido florido… Senti uma vontade louca de dizer para ela como era ridículo aquele nosso silêncio, aquele ‘bom dia’ tímido e aquele olhar pra baixo, um desviando do outro como se fossem dois fios desencapados que se entrassem em contato soltariam faísca. Eu queria chacoalha-la e perguntar: a senhora é feliz? A senhora é casada? Solteira? A senhora tem orgasmos? A senhora gosta de filé à parmegiana? Não, minha senhora? Não é feliz? Não tem orgasmos? Não come filé à parmegiana há duas semanas? Então o que a senhora está fazendo aqui? Saia desse elevador e trate de arrumar um amante, um restaurante, uma aula de jardinagem, aprenda a tocar cuíca, minha senhora, a dançar tango, vá tomar sol, ou então tome uma caipirinha. Tome logo duas! Daqui a pouco acaba. Não a caipirinha - o que já seria ruim - mas a vida mesmo - o que é pior ainda. Eu, você, esse elevador, a caipirinha, a cidade e a civilização que nos produziram acabarão também. Até o universo, dizem as más línguas, pode dar com os burros n’água qualquer hora dessas, e nós aqui, brincando de desviar a vista no elevador. Não é ridículo?

((Antônio Prata))

28 de abr. de 2010

" Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de ‘fácil’).
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em ‘acertar’, tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação…
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão…
Às vezes dá vontade de fazer tudo ‘errado’.
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: ‘Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora’…
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga:
cinco bolas de sorvete de chocolate,
um sofá pra eu ver 10 episódios do ‘Law and Order’,
uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK?
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago . . . "
((Duas bolas, por favor – Danuza Leão))

23 de fev. de 2010

Tudo está perdido mas existem possibilidades.
((Legião Urbana - Sereníssima))

No mais profundo inverno, finalmente aprendi que dentro de mim havia um verão invencível.
((Albert Camus))

16 de out. de 2009

Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurra em meu ouvido
Só o que me interessa

((Lenine))

5 de out. de 2009

"Talvez apenas use o meu crachá de esquisito com mais freqüência que o resto do mundo."
((Mr. Johnny Depp))

3 de out. de 2009

...

"Somos donos de nossos atos, mas não donos de nossos sentimentos; Somos culpados pelo que fazemos, mas não somos culpados pelo que sentimos; Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos... Atos sao pássaros engaiolados, sentimentos são passaros em vôo".

((Mário Quintana))

28 de set. de 2009

25 de set. de 2009

"SONHAR um sonho impossível;
SOFRER a angústia implacável;
PISAR onde os bravos não ousam;
REPARAR o mau irreparável;
AMAR um amor casto a distância;
ENFRENTAR o inimigo invencível;
TENTAR quando as forças se esvaem;
ALCANÇAR a estrela inatingível;

ESSA É A MINHA BUSCA"

((Dom Quixote))

13 de set. de 2009

Lá fora a vida passa e eu aqui à tôa......


"Parecia que havia destruído um mundo dentro de mim e não conseguia substituí-lo. Eu sei que o fracasso também é positivo, mas quando se tem coragem de voltar-se para dentro de si mesmo e avaliar os erros que cometemos. Devo aproveitá-lo para entender-me…e criar alguma coisa. Para isso, preciso compreender esse passado e me libertar. Pensei que tivesse encontrado a explicação da angústia, de minha vida. Agora, vejo que tenho mentido. A pior coisa que pode acontecer a um autor, é perceber que mente e não saber como sair da mentira."

Jorge Andrade.